QUEM SOMOS NÓS – Izabelly Lins

Libriana (não sei o que significa, mas eu acho bonito quando começam o quem sou eu assim), cinéfila, amante de vídeo games/RPG e Hq’s (queria ter mais tempo pra jogar e ler), viciada em Injustice e Super Heroínas – as reais e “inventadas”. Historiadora desde pequena, ativista, esquerdista e com fortes tendências em transformar um texto de Foucault em uma crônica feminista passada na Cidade do Recife dos anos 40. Tenho déficit de atenção e ainda não tenho nada favorito, de cor a filme, de banda a Super Heroína (acredite, isto é um problema). Como ficou claro na primeira linha, acho bonito ler o quem sou eu da galera, mas eu não sei fazer o meu. Posso ser desastrada, amante das cidades ou uma mona destruidora meeesmo, mas acima disso tudo sou Mulher. Vou falar do que me inspira: mulheres. Da ficção e reais.

Sobre as mulheres que me inspiraram em 2015, aviso, foram inúmeras.
2015 foi um ano muito intenso pra mim. Reviravoltas, acontecimentos, luta, montanha russa emocional e muitas outras situações, moldaram a minha visão de mundo, e até o mundo se moldou e se re-teorizou para perceber a nova Izabelly. Mas finalmente, quem são minhas inspirações, vou dividir em 3 blocos: as que fazem parte da minha vida cotidianamente, as que eu acompanho (e quero conhecer, fica a dica) e as personagens.

As que fazem parte da minha vida: Minha mãe, gentilmente descrita aqui como Mainha (ela tem vergonha ?). Mesmo  sem entender metade das coisas que eu falo, ouve com afinco e de todas as formas tenta me ajudar. Em tudo que tenho, agradeço a ela. Kaká, minhas primas, Viviane e Ninha, minha tia Priscila e Vovó (esta carinhosamente apelidada de “do Rio”), quando penso em vocês, sinto o real significado de família, umas perto e outras longe, moldaram o meu caráter e me ajudaram a ser quem sou, o meu obrigada nunca será suficiente.

Em 2012 entrei na UFRPE pra cursar História (e ainda não sai, socorro), muita coisa aconteceu lá, uma delas era não esperar tanta amizade boa, empoderada, destruidora meeeesmo, das minhas monas mais kiridas, Solane, Andréa, Natália, Sumatra e Rayza (vocês salvam as aulas), Deborah (você salvava, mas ainda te amo). Rhaissa (também do Team G&P) e Adriana, presentes que a monitoria me deu. Chey, Priscyla, Monique e Alice e Adriane (Team G&P), poucos momentos juntas me proporcionaram uma amizade linda de força, ativismo e luta política e social, sim, estamos falando de política, inclusive NÃO VAI TER GOLPE. A vocês, dedico o significado de SORORIDADE, que como sabem, mudou minha vida. Ainda na URFPE, a maior das inspirações, acadêmicas e pessoais, a quem tenho a honra de conviver e ser pacientemente orientada, Lúcia DIVA Falcão, a quem devo as maiores das preocupações e alegrias deste ano: a monografia. Orientando na Vida e sempre ecoando “essas vozes dissonantes não podem desaparecer da Universidade”, sim, essa frase têm muita força e só poderia ser dito por ela: Rozélia PODEROSA Bezerra. Quando saio do estágio direto pra sua aula, a alegria é entrar na sala e ela, gentilmente, recepcionar todos os atrasados com um boa tarde e um sorriso estampado que dá vontade de atrapalhar a aula e ir abraçar! Mestres como Elcia, Maria Rita, Mariana Zerbone, e outras maravilhosas que fizeram a academia ser prazerosa para mim, o obrigada a todas vocês não será capaz de expressar toda minha gratidão. Esse período a melhor surpresa foi encontrar uma Professora maravilhosa, carinhosamente apelidada de Destruidora, Ângella Grilo. Ela não sabe (até ler esse post, se ela ler) que a aula mais aguardada da noite é dela, e com seu jeito simples e intimidador, me inspira a estudar e escrever o que eu queira fazer, sem ligar para o que a academia pensa. A motivação diária é lembrar de sua história nas Copas e sentir que também sou capaz de realizar meus desejos, a senhora criou uma pequena monstra, obrigada!

Debora, Karinne, Kelvia, Sarah e Pollyana, conheci vocês em momentos diferentes da minha life, todas me ajudaram a construir (e ter uma saudade danada, aff) o significado da amizade, infelizmente, a distância, fiquem sabendo: vocês me inspiram a ser uma pessoa melhor.

Do bloco: não conheço mas quero, Beyoncé, pronto. HAHAHAHAHA
Mas são pessoas mais próximas, que eu acompanho e queria muito trocar algumas palavras: Raisa do Nerdvinas – que apesar de também morar em Recife nós nunca nos vimos, aproveito o post e me desculpo por não ter aparecido na sua party (espero estar desculpada, kkk).
Dandara Palankoff, também de Recife, mas olha, o encontro também nunca saiu, haha. Dandara, mesmo sem saber (agora sabe), me colocou num dilema danado sobre o tema da monografia, por optar escrever outras coisas, o blog é pra saciar meu desejo de escrever sobre hq e afins, obrigada !
Rebeca Puig do Collant Sem Decote – o que falar dos post que eu vejo e penso “gente, graças a Odin não pensei isso sozinha”. Vocês duas fazem parte da minha vontade de escrever sobre mulheres, feminismo e opinião, obrigada!
Kaol Porfírio; Bianca – Se não fosse vocês, eu iria demorar, talvez nunca entender, o significado de representatividade nas ilustrações. Obrigada por terem lutado como uma garota e serem perturbadas!
Jout Jout – O que falar de Julia? Gente, muito amor, gratidão e aprendizado – estou escrevendo este texto ouvindo seus vídeos, haha. Inclusive, fazer maratona dos seus vídeos me ajudaram muito em reviravoltas emocionais nos anos 2014, Obrigada!
QUERIA MESMO CONHECER A BEYONCÉ  😀 ;’(

O texto está enorme, eu sei  Minhas personagens, inspirações inventadas ou como você queira chamar, são muitas: Diana de Themyscira (não podia começar com outra) e as Meninas Super Poderosas como as Girl&power da minha infância; as mulheres rebeldes, Amdala, Leia e Rey; Capitã Marvel; Batgirl; Mera; SuperGirl; Mulher Gato, Suzan Storm, Natasha Romanoff, Margaret “Peggy” Carter, Analise Keating; as mulheres de Game Of Thrones; Amy 3 Yumi do anime “Hi hi Puffy Amy e Yumi” (eu tinha um caderno delas); e muitas outras mulheres incríveis, da infância ou adolescência, marcantes, transformadoras, edificantes, passageiras e até esquecidas que eu espero mesmo poder falar de todas no blog.

Sei que o texto ficou enorme, mas falar de inspiração e de como pessoas – que  conhecemos ou não – transformam as nossas vidas é impossível não se emocionar e querer passar o resto da vida falando de como isso nos mudou e o desejo de ajudar outras pessoas em tudo que pode –  e o que não pode também. Espero não ter assustado ninguém e ter alguma pra ler os próximos textos.

Que a força esteja com vocês.

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