Agent Carter: Por que eu me senti mexida?

Por que eu me senti mexida com Agent Carter?

Um dia desses à procura de um seriado pra assistir, resolvi começar Agent Carter. Fazia tempo que queria assistir, mas nunca parei pra fazê-lo. Por que resolvi assistir? A protagonista é uma mulher. Um pequeno resumo do que se passa no seriado: “Após retornar para América com o fim da Guerra, em 1946, Peggy Carter (Hayley Atwell) encontra-se trabalhando secretamente na Reserva Científica Estratégica (SSR, no original em inglês), enquanto seus amigos a tratam como uma simples telefonista. Quando Howard Stark (Dominic Cooper) é acusado de traição ao país por vender armas ilegalmente, ele secretamente pede ajuda a Peggy para provar sua inocência e limpar o seu nome. Com a ajuda do mordomo de Stark, Edwin Jarvis, Peggy precisa balancear o trabalho administrativo e as missões secretas para o amigo, ao mesmo tempo em que leva uma vida solteira após perder o seu amor, Steve Rogers (Chris Evans).” (Fonte: bom e velho Wikipedia).


Pois bem, assistindo aos episódios, percebi que o discurso machista está bem presente, afinal, 1946 né mores! Os homens subestimam a capacidade de Peggy linda maravilhosa, ela leva gritos de graça, apenas por ser mulher. Um dos personagens, inclusive, admite que a trata mal simplesmente por ela ser mulher. Porém, Peggy linda maravilhosa resolve usar disso pra cumprir suas missões com maestria. No episódio 7 da primeira temporada, ela falou uma coisa que me deixou realmente pensativa: “Fiz minha própria investigação porque ninguém me escuta. Consegui passar despercebida porque ninguém olha para mim. Porque a menos que eu traga seus relatórios, seu café ou seu almoço, eu sou invisível.” Por que, só pelo fato de ser mulher, ela é subestimada? Por que ela tem que cumprir as tarefas ditas domésticas da empresa só por ser mulher? A barreira do público e do privado foi derrubada faz tempo, mas ainda hoje nós vemos atitudes como essa acontecendo. Lugar de mulher não é na cozinha, não é varrendo casa, não é sendo submissa. Lugar de mulher é ONDE ELA QUISER. Não cabe a ninguém decidir qual o lugar, o destino da mulher, a não ser ela mesma.


Eu queria mostrar com esse textão que Peggy linda maravilhosa usa da exclusão que sofre pra fazer um belo trabalho e deixar todos os homens da agência de boca aberta. Se, sozinha, ela conseguiu fazer tudo isso, imagina o que nós manas, juntas através da sororidade, podemos fazer? Vamo unir forças e lutar contra esse machismo que está tão presente em nossa sociedade! Porque de um coisa eu sei: NÃO PASSARÃO!

P.S.:A segunda temporada só serviu pra eu me apaixonar mais ainda por Peggy!

O artigo é de total responsabilidade da autora e não representa necessariamente a opinião do veículo.

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