SÉRIES | Downton Abbey com possíveis spoilers

“O sol nasce por trás de Downton Abbey, uma casa grandiosa e esplêndida em um terreno grandioso e esplêndido. A casa parece tão segura de si que dá a impressão de que o modo de vida que ela representa irá durar mais de mil anos. Mas isso não acontecerá”. (Fonte: O Mundo de Downton Abbey)

Estou aqui hoje pra enaltecer esse seriado que é Downton Abbey. Com 6 temporadas de 9 episódios cada, em média, o seriado começa com o naufrágio do Titanic em 1912 e mostra a decadência e a adaptação de uma família aristocrata inglesa aos novos tempos. Com um elenco maravilhoso que inclui Maggie Smith, a Condessa Viúva de Grantham, a família que habita o castelo de Downton Abbey, localizado em Yorkshire, é rodeada de tramas, dramas, mistérios e segredos. Criador e roteirista da série, Julian Fellowers declara que Downton Abbey nasceu por acaso, através de um pedido do produtor Gareth Neame para que se aventurassem “outra vez no território de um filme cujo roteiro eu escrevera alguns anos antes, Assassinato em Gosford Park“. (O Mundo de Downton Abbey).

“…sob a superfície serena dos longos verões eduardianos, transcorriam muitos questionamentos. O movimento sindical, a defesa dos direitos da mulher, o marxismo, tudo isso aguardava nos bastidores, e seriam necessários apenas mais alguns anos para que ocupasse o centro do palco. Novos meios de transporte viriam a encolher o mundo; novos métodos de produção o transformariam. Para a maior parte da população da antiga Europa monárquica, ou pelo menos para aqueles que eram jovens na virada do século, o mundo em que morreriam não se pareceria em quase nada com o mundo em que nasceram, a despeito de nacionalidade ou de classe social”.

Nessa análise, eu não pretendo me deter ao enredo, mas sim à alguns traços que acho bem importante, como a independência das irmãs Crawley, apesar do conservadorismo e do tradicionalismo, na figura da Condessa Viúva Violet Crawley.

“Não seja derrotista, querida. É muito classe média”. Violet Crawley, Dowager Countess of Grantham (Maggie Smith).

A mais velha das irmãs, Mary Crawley, vivia apreensiva para arrumar um bom casamento. De temperamento duvidoso e até rabugenta de vez em quando, Mary se mostra uma mulher independente, que faz o que der na telha não importa a opinião da família. Interesseira, briguenta, sempre visa seu próprio benefício, Mary se mostra muito mais sensível do que gostaria ao longo do seriado. Um dos principais escândalos envolvendo Mary ocorreu quando um príncipe ou rei, não lembro bem, acorda morto em sua cama e ela faz de tudo pra esconder o ocorrido da sociedade. Edith, por sua vez, é uma megera que só quer prejudicar Mary. A princípio, você deseja esganá-la toda vez que ela aparece na sua tela. Mas, ao longo da trama, você entende porque ela fazia tudo isso. Deixada de lado pela família, por ser a filha do meio, ela nunca recebeu a atenção devida e, sempre que conseguia conquistar algo, não tinha a devida celebração. Acaba se apaixonando por um jornalista que parte numa viagem de trabalho e nunca mais volta, tem uma filha dele e, apesar de toda negativa dos pais e da avó, ela assume o negócio do amado, virando editora de jornal. Um absurdo para a época, ela devia se casar com um lorde e se tornar uma lady. Não sei muito dessa coisa de títulos nobres. Mas as coisas estavam mudando.

Sybil, Mary e Edith (esq. para direita).

Edith, a mais nova, é a que mais foge dos padrões aristocráticos. Época de sufrágio feminino na Inglaterra, lá estava Sybil lutando pela causa, contra a vontade de sua família. Já tratado em outro post do blog (veja aqui), o livro “O Mundo de Downton Abbey” me traz a resposta que estava procurando para a crítica feita nesse post. “1913: A luta pelo voto feminino continuou nas manchetes dos jornais  depois que Emily Davison se jogou na frente do cavalo do rei no derby de Epsom em junho….”. Acreditando em teorias progressistas, ela as compartilha com Branson, irlandês radical que se torna motorista da família e futuro esposo de Sybil, que ignora toda a opinião da família em relação a sua conduta e foje de casa para se casar viver com o marido. Vou parar aqui porque se continuar, vai ser um spoiler daqueles. Enfim, ele tenta mudar a ordem social e ambos acabam se adaptando uma ao outro. Uma das melhores partes do seriado é quando Sybil aparece com uma calça lindíssima no meio da sala de chá onde todos estão reunidos. Todo mundo fica abismado com a ousadia da criança. hahahaha

Achei esse post bem interessante sobre as irmãs Crawley. Clica aí e dá uma conferida. Pra quem ainda não assistiu esse seriado maravilhoso, o Netflix disponibilizou cinco das seis temporadas. Pra terminar, fiquem com essa abertura maravilhosa.

 

Segura essa marimba que é esse elenco maravilhoso! ❤

 

O artigo é de total responsabilidade da autora e não representa necessariamente a opinião do veículo.

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